20 setembro 2006

COSTUMES E INSTITUIÇÕES

Com o final da campanha eleitoral, voltaram a ocupar o noticiário e as primeiras páginas dos jornais, os escândalos protagonizados por políticos, burocratas e assessores governamentais.
A utilização de dossiês elaborados para atacar políticos adversários, o uso dos meios de comunicação de massa para sua divulgação - em especial, as revistas semanais - e a circulação de dinheiro de origem desconhecida estarrece a sociedade, abalando o clima democrático que deveria prevalecer no período atual.

A par do esclarecimento necessário das ilegalidades e imoralidades, e a responsabilização daqueles que as cometeram, resta a reflexão sobre a oportunidade de urgente reforma das instituições nacionais. A política e o sistema democrático são atingidos por intensa onda de descrédito, cuja manifestação mais explícita é o propagado movimento pelo voto nulo, que inevitavelmente alcançará fatia considerável do eleitorado.

A falência do Estado, no cumprimento de suas funçoes de mediação, proteção e prestação de serviços ao cidadão reflete uma crise de autoridade dos poderes constituídos aliado a ausência de contrapartida da sociedade, que preponderantemente ausenta-se da participação consciente, da atitude responsável e da atitude construtiva.

O redesenho da realidade brasileira não acontecerá por acaso, golpe de sorte ou medidas demagógicas. Somente a incorporação coletiva de um sentimento nacional e solidário, que produza atitude cidadã no presente e compromisso com o futuro, nos transportará para uma perspectiva nova.

O papel de cada indivíduo na comunidade, no trabalho e nas organizações ativas é a melhor contribuição para a construção da cultura da convivência ética, do desenvolvimento humano e da responsabilidade social. Uma resposta sólida e perene para os maus costumes que permeiam as instituições.

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A FORÇA DO POVO