A possibilidade de anular ou abrir mão da escolha de um
representante no parlamento ou de um mandatário de cargo
executivo pelo eleitor remete-nos ao problema da
participação do cidadão na construção da democracia.
O modelo de democracia representativa adotado no Brasil,
carece de aperfeiçoamentos, como por exemplo a possibilidade
de revogação de mandatos pelo eleitor, em caso de fraude
ideológica ou a questão da fidelidade partidária - uma obviedade
levando-se em conta a motivação que deveria levar
um grupo de pessoas à criação de um partido.
O voto na urna é - de fato - o único instituto pelo qual o cidadão
exerce papel decisório, com vistas a alterar favoravelmente
o cenário político atual.
A participação popular nos movimentos sociais, sindicatos,
ONGs e demais organizações da sociedade civil,
constitui-se em espaço importante de aprendizado coletivo,
de experimentação da atuação solidária,
de aprimoramento das conquistas democráticas.
Tais movimentos não substituem o sufrágio obrigatório,
pelo seu caráter soberano e individual,
expresso na escolha dos eleitos.
Esse ato, entretando, precisa ser acrescido
de uma observação atenta das atuações de governantes
e legisladores, apreciando realizações, criticando imperfeições
e desonestidades, estabelecendo uma relação compromissada,
dando verdadeiro sentido à representação.
Votar em branco ou anular o voto é uma alternativa simplista,
que não contribui para o desenvolvimento de uma consciência
política madura, para o presente e para o futuro do país.
Nossas reflexões sobre o mundo em que vivemos. Não para encerrar definições, mas para iniciar debates, aumentar as dúvidas e abrir os horizontes. Luís Augusto Fialho de Fialho
01 setembro 2006
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