Especialistas, comunicadores e políticos debatem frequentemente
sobre assunto dos mais polêmicos em nossas cidades:
a questão da segurança.
Das atrocidades cometidas pelos criminosos,
passando pela intervenção insuficiente dos poderes constituídos,
até a nossa omissa atitude de cidadãos comuns,
um longo caminho de aviltamento da dignidade humana
vai sendo traçado.
A questão da violência como ato humano hostil
transcende as mazelas contemporâneas
que transformam a vida dos povos do terceiro mundo
em terrenos férteis para toda sorte de irracionalidades.
O homem é uma espécie heterogênea,
com variados graus de civilidade
e uma infinita diversidade de aspirações individuais.
Ao focarmos este debate reduzindo-o ao contexto atual,
partimos de classificações objetivas e parciais,
categorizando atos e pessoas
segundo visões impregnadas de nossa experiência social,
carecendo de uma perspectiva construtora da humanidade.
A necessária atuação coercitiva do poder público
precisa ser acompanhada de iniciativas sociais
que incluam as pessoas na vida social,
na aquisição de conhecimentos, na moradia digna,
na reabilitação da saúde, na participação comunitária.
A simples delegação de poderes aos políticos
não isenta a sociedade dos cidadãos comuns
da atitude fraterna, pró-ativa,
na eliminação de preconceitos e arrogâncias
que alimentam ódios sociais e sentimentos hostis.
Ainda assim, o modelo penitenciário, o regime jurídico,
a ação policial persistirão.
É preciso que sejam fundamentados em novas bases,
com criatividade, sob uma ótica humana histórica, permanente,
e não sob a transitoriedade do fascínio e
da perplexidade que nos afrontam.
É o convívio social em todas as suas dimensões
que precisa ser repensado.
E a questão da segurança das ditas “pessoas de bem”
será resultado de demonstrações coletivas de responsabilidade sobre os indivíduos,
as cidades e as suas organizações sociais.
Nossas reflexões sobre o mundo em que vivemos. Não para encerrar definições, mas para iniciar debates, aumentar as dúvidas e abrir os horizontes. Luís Augusto Fialho de Fialho
01 setembro 2006
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